Caso Master: PF mira Ciro Nogueira e primo de Vorcaro em nova fase da Operação Compliance Zero
A defesa do senador afirmou que ele está comprometido "em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados", e está "à disposição para esclarecimentos".
Os advogados acrescentaram que Ciro Nogueira repudia "qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar".
Compliance Zero
Ao todo, policiais federais cumprem 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
A operação foi autorizada pelo relator do caso no STF, ministro André Mendonça. A decisão judicial também autorizou o bloqueio de bens, direitos e valores estimados em R$ 18,85 milhões.
A PF aponta que o senador Ciro Nogueira era o "destinatário central" das vantagens indevidas de Daniel Vorcaro.
Segundo investigadores, Nogueira "instrumentalizou o exercício do mandato parlamentar em favor dos interesses privados" do dono do Banco Master. A informação consta no relatório da PF descrito na decisão que embasou a operação desta quinta.
Na parte financeira, a investigação aponta o recebimento frequente de vantagens, como pagamentos mensais, compra de participação em empresa com desconto considerado elevado, pagamento de despesas pessoais e uso de bens de alto valor. Também há indícios de recebimento de dinheiro em espécie.
Uma das vantagens citadas na decisão de Mendonça seria Ciro Nogueira ter pago R$ 1 milhão por ações de uma empresa de Vorcaro. Contudo, as ações seriam avaliadas em R$ 13 milhões.
De acordo com o blog da jornalista Andréia Sadi, a PF apontou o recebimento por parte de Ciro Nogueira de uma espécie de "mesada" paga por Vorcaro.
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